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About markhewes

Meu nome é Márcio Ramos mais conhecido como Mark na Internet. Minhas séries preferidas são Nip/Tuck, Six Feet Under, Damages. Meus filmes são Closer - Perto Demais, De Olhos Bem Fechados, Direito de Amar, Kill Bill... Minha banda é Rolling Stones. Mais sobre o meu gosto você descobre aqui no blog Mark TV.

QUANDO UMA SÉRIE SE PERDE – AMERICAN HORROR STORY

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“When witches don’t fight, we burn.”

American Horror Story, ganhou muitas indicações ao Emmy, foi elogiada tanto pela critica e público nos dois primeiros anos da série. Sendo uma minissérie, na verdade, American Horror Story tem um formato diferente, a cada ano é uma nova história, a maioria do elenco permanece. Os dois primeiros anos são complexos, tensos e com muitas referências aos clássicos do terror. Diferente dos recentes filmes de terror, a série trazia um drama por trás de todo esse cenário de horror, era adulta e tinha momentos marcantes. O terceiro ano começa totalmente diferente, sem o mesmo impacto perturbante causado pelos dois primeiros episódios das temporadas anteriores, Coven (o terceiro capítulo dessa minissérie), traz uma trama muito mais juvenil, com o tema sobre bruxas, o que acaba deixando tudo mais folclórico e menos dentro de uma realidade possível. Provavelmente o tema da série atualmente seja um dos erros cometidos pelos criadores da série, não que não seja interessante falar sobre bruxas numa série como essa. Mas assim como os primeiros anos ousou mais com tramas densas e dramáticos, o mesmo poderia acontecer aqui. Nada precisava ser tão folclórico e fora da realidade como estamos vendo. Os personagens também não são muito interessantes, Sarah Paulson esta sendo mal aproveitada, assim como Frances Conroy, enquanto a insossa Taissa Farmiga ganha maior destaque. Além de tudo isso, American Horror Story parece que perdeu o bom senso, trazendo cenas desnecessárias e grotescas, e o pior, sem nenhuma necessidade. Ryan Murphy já cometeu o mesmo erro na quarta temporada de Nip/Tuck e é possível que ele acabe levando American Horror Story pra um caminho sem volta, se persistir com esses erros que provavelmente vão tirar a série da indicação de Melhor Minissérie no Emmy. O melhor mesmo fica pra Kathy Bates que promete muito nessa temporada e mesmo Jessica Lange não estando no melhor papel, ainda sim consegue nos hipnotizar com seu charme.

QUANDO UMA SÉRIE SE PERDE – HOMELAND

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“I missed something once before. I won’t, I can’t let that happen again.”

Homeland, tinha tudo pra ser uma série promissora, com um grande elenco, vencedora do Emmy de Melhor Série Drama por seu primeiro ano e nas categorias de Melhor Atriz e para Claire Danes e de Melhor Ator para Damian Lewis. Mas logo no meio da primeira temporada a série começou inovar demais, envolver uma agente bipolar da Cia com o suposto terrorista da série e ainda criar um relacionamento amoroso entre os dois era algo duvidoso, até então fácil de engolir, já que o primeiro ano foi tão bem escrito. Desde então a gente continuou vendo a série por esses méritos, mas sabendo da limitação que ela teria. Na segunda temporada pra sair dessa monotonia romântica que os dois se envolveram, os roteiristas começaram criar reviravoltas, descobertas surgiram, pessoas mudaram de lado e com isso, já sabíamos que a série não poderia criar reviravoltas de novo tão cedo. E é isso que Homeland peca e muito, uma série precisa ser muito bem construída pra ter esse poder de surpresas constantes, não adianta nada você fazer isso com tanta frequência, sabendo que nas temporadas seguintes não vai poder fazer mais nada tão brilhante quanto. Diferente do recente sucesso Breaking Bad, que soube muito bem criar uma história pra então surpreender de forma plausível na sua inesquecível temporada final, Homeland foi com sede ao pote, se aproveitou do sucesso da primeira temporada e tentou manter isso no segundo ano da série. Agora a série se encontra no seu pior momento. Nos primeiros dois episódios da terceira temporada, o protagonista Brody (Damian Lewis) não aparece e no terceiro ele ganha tanto foco que acaba ofuscando a outra protagonista da série. Tudo isso soa muito errado, sabemos que os criadores já não sabem mais o que fazer com a trama e ficam intercalando entre um personagem e outro. Ta difícil de assistir, ta difícil de acreditar que desse buraco onde eles se enfiaram exista uma boa saída pra tudo isso. É uma pena, mas é o que acontece na maioria das vezes, lembra-se de Lost?

VOCÊ VAI FICAR DE OLHOS BEM ABERTOS

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“O importante é que… estamos acordados agora e esperamos continuar assim por muito tempo.” – Alice “Para sempre.” – Bill “Para sempre?” – Alice “Para sempre.” – Bill É melhor não dizer isso, sabe? Me assusta” – Alice

Irônico ou não esse é um dos diálogos de Nicole Kidman e Tom Cruise em “De Olhos Bem Fechados”, a última obra prima de Kubrick. E ontem tive o prazer de rever no cinema, onde Kidman estava exuberante, Cruise um charme e a trilha sonora perturbante com exceção da sexy “Baby Did Bad Thing”, de Chris Isaak. E a impressão que tive é que em 13 anos não tivemos filmes tão grandiosos quanto esse, é claro que muitos possam discordar dessa afirmação, exatamente por esse não ser um dos mais aclamados filmes do Stanley. Mas é notável que uma direção como essa é coisa rara de se ver nos dias de hoje. A atuação de Nicole Kidman já era surpreendente e até mesmo Tom Cruise que nunca foi um grande ator (especialmente anos atrás), se sobressaiu muito bem nesse filme. Enquanto muitos preferem Laranja Mecânica, eu fico com esse thriller psico-sexual, que é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos. Ao rever o filme no cinema, você nota todo o cuidado e coisas que não foram notadas da primeira vez. Na cena em que Tom Cruise é seguido por um cara, ele para numa banca de jornais e lê “lucky to be alive” , e isso faz todo o sentido na situação em que se encontra. Esses detalhes só enriquecem o filme. A cena do espelho, em que Cruise e Kidman se beijam ao som de Chris Isaak, é uma cena muito marcante no cinema, é inesquecível, por mais rápido que seja. É um filme que vai mexer com seu psicológico e deixar você com algumas perguntas no ar, mas acima de tudo é um filme épico.

TOP 10 MELHORES EPISÓDIOS (ATUALIZADO)

Acabei de finalizar meu novo top 10 que traz os melhores episódios que já vi, o top não tem nenhuma season premiere e nem season finale, é por isso que séries como Homeland não estão na lista, porque os episódios do meio de temporada nem sempre são melhores que do inicio e do final, é o tipo de série como 24 horas que não funciona muito fora do conjunto. Confira a lista abaixo:

10

Smallville – 5.12 Reckoning

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O centésimo episódio da série intitulado como “Reckoning” talvez seja o único episódio de Smallville que acertou em todos os pontos, é bem escrito, dirigido e tem ótimas atuações, principalmente de Annette O’Toole nos minutos finais após uma tragédia envolvendo a família Kent. O episódio começa com Clark (Tom Welling) finalmente contando toda a verdade para Lana (Kristin Kreuk). Logo após ele a pede em casamento, ela aceita, mais tarde Lana sofre um acidente e morre. Apesar das mudanças no meio do episódio, nem tudo sai como esperado no final, Clark perde outro ente querido e o episódio termina com uma linda cena ao som de I Grieve – Peter Gabriel. Tempos em que a série funcionava muito bem, já que era escrita pelos mesmos roteiristas de Homem Aranha 2 e tinha Greg Beeman (da primeira temporada de Heroes) como um dos diretores.

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American Horror Story: Asylum – 2.05 I’m Anne Frank Part II

Anne Frank sai da história real pra entrar em uma outra história, a de American Horror Story: Asylum. Nessa segunda parte do episódio, temos um roteiro caprichado, assim como a direção onde Jessica Lange tem uma cena em especial que pode mostrar todo seu talento. Algumas verdades sobre Dr. Arder (James Cromwell) são escondidas, enquanto outros sobre Bloody Face vem a tona. O final do episódio tem uma sequência assustadora onde a identidade do serial killer é descoberta. A série nessa segunda temporada que tem um outro conto completamente diferente da primeira vem pra provar que ainda se pode fazer terror com competência. Explorar assuntos reais com sobrenaturais e ter um saldo tão positivo não é pra qualquer série.

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True Blood – 2.09 I Will Rise Up

Se True Blood tivesse mais episódios como “I Will Rise Up”, provavelmente estaria num nível Alan Ball no seu bom tempo de Six Feet Under, já que aqui a série deixa de ser apenas um terror trash pra trazer um pouco do lado emocional dos personagens, principalmente presente na belissima cena final onde mostra um pouco da humanidade que existe entre os vampiros e que nunca é mostrada. “I Will Rise Up” além de ter um ótimo roteiro, traz grandes atuações. Certamente vale assistir a essa temporada pra não perder esse episódio.

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Buffy – 4.10 Hush

Buffy sempre foi elogiada por tratar bem a juventude dos adolescentes e por trazer bons diálogos. Mas muitos desacreditavam da série por pensar que ela era apenas uma série com bons diálogos, mas até Joss Whedon estava cansado de sua obra ser subestimada e trouxe um episódio com 30 minutos mudo onde ele pode provar que a série tinha não só bons diálogos, mas um bom roteiro, direção e elenco e conseguiu fazer um dos episódios mais geniais da história da TV com direito a uma indicação ao Emmy por Melhor Roteiro em Série Drama por esse episódio.

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Grey’s Anatomy – 2.17 As We Knew It Part II

“As We Knew It Part II”, começa com Meredith Grey (Ellen Pompeo) segurando uma bomba e fazendo a pergunta: “Se você soubesse que hoje seria seu último dia na Terra, como ia querer passá-lo?”. Era de se admirar a capacidade da série em lidar com problemas dos seus personagens e pacientes de cada episódio com maestria, além de trazer algumas questões como o “medo” que é bem explorado nesse episódio. A cena em que tentam retirar a mão da Meredith Grey ao som de Breathe Me é uma das melhores cenas da TV. E o episódio é encerrado de uma forma linda pra encher nossos olhos de lágrimas.

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Nip/Tuck – 3.11 Abby Mays

Nip/Tuck nunca foi tão brutal quanto em “Abby Mays”, os personagens estão numa tensidade tamanha e não há como não ficar chocado com as decisões tomada por eles. Christian (Julian McMahon) pensa ter sido abandonado no altar por Kimber (Kelly Carlson) e começa descontar em cima de todos, principalmente em cima da paciente título do episódio. Tem uma cena um tanto inusitada dele com ela que é chocante. Se apenas essa cena fosse a mais surpreendente, tudo bem, mas não, é tenso do começo ao fim com direito até a uma aparição do Carver, dessa vez com uma vitima inesperada. A cena dele torturando sua nova vítima da arrepios. Ryan Murphy descreve a série como não-ortodoxa e acho que esse episódio define muito bem o que ele quis dizer.

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Damages – 1.12 There’s No We Anymore

“There’s No We Anymore” é um episódio onde o passado, o presente e o futuro colidem. Ele começa mostrando o amor de um noivado do qual será rompido por uma tragédia que foi mostrada durante toda a temporada através de flashforwards. Além de explorar o passado de Patty Hewes (Glenn Close) e envolver Ellen Parsons (Rose Byrne) numa situação complicada de suicidio. Numa cena Ellen pergunta a Patty: “Você se arrepende do que fizemos? Porque eu me arrependo”. Mas o episódio não termina ai, o que o torna um dos melhores da série, já que é cheio de conclusões e termina de uma forma que aguça a curiosidade para o final de temporada.

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Desperate Housewives – 3.07 Bang

Eu assisti a primeira temporada da série inteira em DVD e não vi mais porque já estava na sétima temporada e como é uma série longa, eu não tinha tempo no momento para ficar em dia com ela, mas hoje eu resolvi assistir o episódio mais elogiado da série, “Bang”, a principio achei que o meu entusiasmo não seria o mesmo de todos porque já faz tempo que não assisto e nem acompanhei os episódios anteriores, mas é impossível não se envolver com esse episódio que traz uma situação onde pessoas se tornam reféns num mercado. O episódio coloca em questão pontos que a gente não costuma pensar no dia a dia e nos faz refletir com sua excelente cena final, além de conseguir balançar muito bem a comédia com o drama. Dificilmente me emociono, mas é impossível não chorar com esse episódio. Certamente eu não estou empolgado e por isso ele merece estar nessa posição.

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Six Feet Under – 5.10 All Alone

Six Feet Under sempre soube se aprofundar no drama de seus personagens e sempre teve episódios muito positivos, mas “All Alone” fez isso com maestria, o elenco estava em seu melhor, principalmente Frances Conroy. A dor nunca esteve tão presente na vida daqueles peronagens, além de conseguir transmitir tudo para quem estava assistindo. Eu chorei feito criança quando assisti. Palavras não vão definir a sensação que tive ao assistir esse episódio. É drama de qualidade.

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Breaking Bad – 5.14 Ozymandias

A fórmula do sucesso da série Breaking Bad é: quanto mais ferrado os personagens estão, melhor a série fica, mas nenhum outro episódio fez isso com perfeição. E escolher um episódio para a série foi páreo duro, já que quando Breaking Bad entra num clima de tensão, os episódios tem excelente resultados. Se o anterior terminou de uma forma explosiva com um dos maiores cliffhangers da história da televisão. Esse episódio começa com um flashback, onde podemos ver Walter e Jesse bem no inicio de tudo, quando ainda eram amigos, logo depois ele tem uma conversa com a mulher dele, que comenta da filha que irão ter juntos. Tudo isso foi mostrado antes de dar sequência a toda tensão deixada pelo episódio anterior, que terminou com tiroteios, e em meio a todo esse caos, uma pessoa não sai viva disso e a partir daí o episódio da sequência a todo um drama cheio de momentos tensos e agoniantes. É impossível não sentir ódio de alguns personagens, pena de outros. Mas o que a gente mais sente vendo esse episódio, é medo, medo de saber onde tudo isso vai acabar, já que é tão próximo do fim de tudo. Mas o antepenúltimo episódio faz tudo que devia fazer com maestria. Chega ser anestésico. Você termina o episódio e continua absorvendo tudo. Apocalíptico define bem ‘Ozymandias‘.

TOP 10 – MELHORES SÉRIES QUE JÁ VI

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American Horror Story

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Fazendo referências e homenagens aos clássicos do cinema como “O Bebê de Rosemary“, “O Iluminado“, “Psicose” e “O Exorcista“, American Horror Story trouxe para a televisão um terror renovado, daqueles que não só da susto, mas que tem história e um grande elenco, a começar pela divina Jessica Lange, a primeira temporada é um drama familiar que mostra o passado de cada fantasma da trama, já a segunda traz personagens complexos e perturbadores e todos vivos, diferente da anterior. Pensa que não deu medo? Deu mais que a primeira temporada. O terror precisava do toque do Ryan Murphy pra ressurgir das cinzas.

 

9

The O.C.

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Os pseudos intelectuais vão achar que eu não tenho bom gosto por incluir The O.C. nessa lista, mas nem tudo precisa ser brilhante pra fazer falta na televisão. O elenco era cool, as músicas eram ótimas e você morria de vontade de fazer parte da família Cohen e tem personagem mais fofo que Seth Cohen (Adam Brody)? Quem não torcia muito pra Summer (Rachel Bilson) e Seth? Quem não ficou triste pela morte da Marissa (Mischa Barton)? A quarta temporada começou deixando todos preocupados com o rumo da série, mas ela foi se encontrando e trouxe uma temporada totalmente divertida e gostosa de assistir e teve um final digno, o que faz qualquer série se tornar especial.

8

Sex and The City

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Sex and The City foi uma inovação para a televisão também, afinal era sobre mulheres independentes que transavam com homens e quando eles agiam como babacas, elas mandavam eles pastar sem pensar duas vezes, não era sobre mulheres românticas (exceto Carrie e seu amor pelo Big), mas esse era o diferencial que faziam com que todos amavam esse programa. É uma pena que o final não tenha sido tão original e logo todas caíram na carência/dependência ou amor pra ficarem com outra pessoa. De qualquer forma foi uma grande série e é boa pra rever sempre.

7

Buffy – A Caça Vampiros

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A subestimada Buffy – A Caça Vampiros merece fazer parte da lista e na sexta posição, exceto pela fraca primeira temporada, mas foram sete temporada e eu não deixaria a série de fora por isso, afinal ela evoluiu junto com seus personagens. Enquanto eu assistia eu comparava ela com sagas como Harry Potter, porque eu sabia que estava vendo algo muito bem escrito e que iria permanecer na cabeça de todos pra sempre. Não era só sobre monstros e vampiros que precisavam ser detidos, era sobre a história de uma heroína e sobre o crescimento dela. A série sabia lidar tanto com assuntos que fizeram parte da nossa adolescência como também sabia mergulhar num mundo de ficção e magia e as duas coisas andavam numa perfeita sincronia, era de se admirar a paixão que Joss Whedon tinha por sua criação. É uma pena que não tenha ganhado um filme nas telonas.

6

Homeland

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É bem escrita, dirigida e tem Claire Danes arrasando como a protagonista problemática da série. É viciante, cheia de reviravoltas e deixa seu coração na boca a cada episódio. Tem um roteiro ousado e foge dos padrões das séries da atualidade, Homeland pode ter um grande futuro na televisão se os roteiristas souberem pra onde estão indo. Não é uma série que tem uma agente da CIA que é perfeita no que faz, é a primeira série que mostra que até mesmo profissionais tem seu lado pessoal e humano (ok, talvez eles exagerem nesse lado as vezes), mas é isso que diferencia das outras e isso que a torna tão especial. Além de claro deixar em questão logo de cara se o protagonista Nicolas Brody (Damian Lewis) é o bandido ou o mocinho da história.

5

Nip/Tuck

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Vocês deve estar pensando, é a série favorita dele e ta na quinta posição? Sim, eu sou justo e sei reconhecer quando uma série se perde, ela continua sendo minha preferida, porque é meu guilty pleasureNip/Tuck foi a primeira série ousada da televisão e trouxe casos muito polêmicos que nunca foram tão bem abordados como incesto por exemplo. Teve três temporadas brilhantes, com personagens marcantes, cenas de cirurgias muito bem feitas por sinal, pareciam reais. Teve a coragem de introduzir um psicopata e fazer uma temporada de suspense policial e fugir do drama familiar e se sair muito bem. Da quarta temporada pra frente a série deixou de ser a mesma, mas mesmo com seus deslizes é inevitável que não esteja nessa quinta posição, Nip/Tuck faz falta. Quem não queria ver um novo paciente e ouvir a pergunta “Me diga o que não gosta em si mesmo?”

4

Damages

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Glenn Close esta no melhor papel de sua carreira e ao lado de Rose Byrne tem uma das melhores químicas que já vi na TV, a começar por isso Damages já faz parte de um roll das melhores séries já feita. Agora se a gente for comentar o elenco inteiro, o roteiro inteligente, a direção e os flashsforwards eletrizantes (principalmente os da primeira temporada), não vai sobrar mais espaço pra dizer o que penso a respeito da série, não é mesmo? Damages foi cancelada na terceira temporada pelo canal FX exatamente por ser inteligente demais, não é uma série acessível, exige toda sua atenção, mas foi salva pela Audience Network e teve duas temporadas mais acessíveis, porém menos brilhante que as primeiras, mas concluiu sua trama com uma quinta temporada muito bem elaborada e trouxe um final de série caprichado e com grandes momentos. Fechou o ciclo de vingança que começou na segunda temporada muito bem. É outra série que faz falta, mas que foi melhor acabar no seu melhor momento.

3

Mad Men

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O que parece ser apenas uma série sobre publicitários nos anos 60, se torna uma série sobre personagens ricos, com histórias envolventes e com sentimentos dos quais vai ser impossível você não senti-los também. Jon Hamm vive Don Draper, um dos personagens mais interessantes da história da televisão, ele é um publicitário bem sucedido mas que tem uma vida bastante penosa onde esconde um passado do qual não tem orgulho, além dos seus dramas pessoais. Mad Men é uma obra prima, mata a saudade que Six Feet Under me faz, a série tem um ritmo lento mas um roteiro primoroso com direito a cenas impecáveis, mas pra ter direito a todo esse luxo que a série proporciona é preciso gostar de história bem feita e não apenas de uma série recheada de reviravoltas e sem um desenvolvimento melhor de seus personagens e que acabam se perdendo tão rápido e esse o caso de Mad Men já que ganhou por 4 anos seguidos o Emmy de Melhor Série Drama. Agora eu entendo e sei que foi mais que merecido esses prêmios.

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Six Feet Under

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Six Feet Under é aclamada não só pela crítica, quanto pelo público e eu não posso deixar de fazer parte dessa lista. É um drama envolvente e certas vezes até pesado, o roteiro de Alan Ball consegue transmitir toda dor e sofrimento dos personagens e chega ser dilacerante em alguns momentos. Certos episódios eu terminava e ficava refletindo sobre a vida. As duas primeiras temporadas são as melhores da série, mas a quinta conseguiu fechar a série de uma forma que merece aplausos, eu nunca vi um final de série tão bem feito. É por essas e outras que Six Feet Under vai morar no meu coração e eu sempre sinto vontade de rever a série porque é genial.

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Breaking Bad

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Desde que comecei essa série, todos sabem da minha grande admiração por ela, afinal eu não paro de comentar seja no facebook ou em outros lugares que posso. Mas como não encher de elogios uma série que melhora a cada temporada? Breaking Bad é outra série que exige sua atenção, porque cada detalhe ou acontecimento mais tarde vai servir pra alguma coisa e quando isso acontecer você vai sentir orgulho da série. Bryan Cranston é o protagonista, um ator magnifico e a série tem um roteiro que é de assustar, exatamente porque a cada ano você começa ver conclusões de episódios e temporadas passadas, os escritores parecem exatamente saber pra onde estão indo e o que pretendem com o final da série. Durante os episódios você fica aflito, tenso, morde as unhas, termina um episódio querendo o outro, porque a única coisa que se passa pela sua cabeça é: “onde tudo isso vai parar?” E eu nem quero imaginar, porque sinto que quando a série voltar pros seus últimos 8 episódios o negócio vai pegar fogo. Com tudo isso que disse e coisas que deixei passar em branco, porque acredite, Breaking Bad é mais do que disse, é impossível que ela não seja a primeira da lista, é série pra se indicar sem pensar duas vezes. Essa é da era de ouro da TV. E você que não viu, ta esperando o que?

SÉRIES QUE MERECERAM SER ABANDONADAS

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LOST

Lost começou como uma série muito interessante que prometia muito, mas acabou não dando nada. Sua primeira temporada foi um estouro. Um tremendo sucesso que talvez tenha subido a cabeça dos criadores, que em seu segundo ano trouxe uma boa temporada, mas não tão suficiente quanto a primeira, a coisa foi se repetindo a cada ano, até chegar no seu decadente final, onde nem eu mesmo sabia se estava assistindo a mesma série.

TRUE BLOOD

True Blood teve duas primeiras temporadas excelentes, tão boas que a terceira não conseguiu manter o mesmo nível, foi tão arrastada, mas tão arrastada, que a quarta temporada que poderia ter mudado essa situação, só comprovou que a qualidade da série havia ido por água abaixo. O suficiente pra eu não perder meu tempo com o quinto ano da série.

GREY’S ANATOMY

Grey’s Anatomy teve uma primeira temporada gostosinha de assistir, porém nada demais, a segunda começou no mesmo ritmo só que melhor, mas a partir do meio da temporada mostrou ser uma das melhores séries em exibição (na época do segundo ano), a terceira conseguiu manter certa qualidade, embora fosse inferior a segunda que foi linda de assistir. Agora o quarto ano foi uma temporada preguiçosa com situações constrangedoras. Difícil de lembrar que já teve temporadas brilhantes como a segunda, que foi uma das coisas mais lindas de se ver. Uma pena, porque o quinto ano começou tão fraco, que eu não senti nada em ter que abandona lá, até porque novela é o que não falta na TV aberta.

GLEE

Glee teve uma primeira temporada divertida, contagiante, cheia de músicas bem regravadas, algumas eram até melhores que as originais porque os personagens passavam emoções nas letras. Já o segundo ano não conseguiu o mesmo efeito, algumas músicas soam péssimas e a história desconexa, onde cada episódio é uma coisa começa irritar e faz você perder todo o interesse em continuar. Claro, que se você for um espectador menos exigente ainda pode tirar algum proveito dessa série nos anos seguintes. O que não é o meu caso.

THE BIG C

The Big C tem uma primeira temporada muito boa, com direito a uma sequência final de temporada excelente, mas o mesmo não acontece no segundo ano, onde tudo fica sem graça e sem ritmo. É mais uma daquelas séries que só funciona no primeiro ano. Nem vale a pena ficar vendo reciclagem do primeiro ano em outras temporadas.

ANGEL

Angel já veio destinada ao fracasso, é um spin off o que sempre gera comparações com sua série de origem e se tratando de Buffy, era óbvio que a série não iria se manter querida por muito tempo. Tem uma primeira temporada muito boa, a segunda não peca também, mas não é a suficiente boa e encantadora como Buffy, um grande motivo pra eu ter abrido mão sem sentir nada, ainda mais sabendo o que viria pela frente. Joss Whedon não acertou aqui.

GOSSIP GIRL

Gossip Girl prometia, era uma série cool sobre jovens, criada pelo mesmo criador de The O.C., mas sabemos que nem os mesmos criadores sempre fazem as mesmas coisas, às vezes eles erram e feio e esse foi um desses casos (lembre-se também de Alan Ball com True Blood). The O.C. não passou de uma primeira temporada boa, o resto foram só tentativas.

ROSWELL

Rosweell é teen, tem o mesmo formato de Smallville, pode ser boa em seu primeiro ano, mas não é uma série tão interessante pra se acompanhar todos os anos. Sendo assim, eu larguei, larguei sem dó.

SMALLVILLE

Smallville era o trunfo das séries juvenis, prometia contar a juventude do Superman, e fazia isso muito bem nos primeiros anos, mas o sucesso foi tanto que os criadores não conseguiram cumprir com a promessa a fim de lucrar. Erro gravíssimo, quando se deixa a qualidade de lado a fim de gerar lucro, é decadência na certa, afinal nem a pessoa mais brilhante conseguiria manter uma série boa por 10 anos e sem contar que os próprios criadores provaram isso, deixando a série em seu sétimo ano.

O HOMEM DE AÇO QUE A GENTE TANTO ESPEROU

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Todos sabem que as adaptações de Superman para o cinema sempre foram problemáticas, talvez não possa dizer isso dos dois primeiros filmes com Christopher Reeve, até porque pra época que foi lançado certamente as pessoas que assistiram não ficaram insatisfeitas com coisas que hoje nos deixariam insatisfeitos. Ao ver “O Homem de Aço” você entra num universo atual de um super herói, onde seu uniforme não tem a famosa cueca por cima da calça, e onde as cores da roupa são mais escuras, esse é o ponta pé inicial pra toda uma nova visão que foi reinventada desde “O Cavaleiro das Trevas” de Christopher Nolan, e agora com Zack Snyder no comando do novo filme do Super Homem não seria diferente, não por Christopher Nolan estar envolvido na produção também, mas por sabermos que hoje em dia as pessoas não aceitam mais coisas que aceitavam nos anos 70. Prova disso é o esquecido “Superman: O Retorno” (2006) de Brian Synger, que apesar de ter escurecido um pouco a cor do uniforme, ainda trazia a cueca por cima da calça e a mesma trilha de John Williams usada nos clássicos dos anos 70/80. Falando nisso, outra mudança perfeita para “O Homem de Aço”, foi a trilha de Hans Zimmer, se os mais fanáticos pelo Super Homem não gostaram da mudança, os fãs de “O Cavaleiro das Trevas” vibraram nas cenas. O que seriam as cenas de ação sem Hans Zimmer? Se esses são os pontos positivos para “O Homem de Aço”, aqui vai algumas observações de coisas que poderiam ter melhor efeito, no inicio do filme notamos que o roteiro em si não é tão eficiente capaz de passar alguma emoção, mas a partir do meio do filme, quando a ação é mais explorada, notamos maior eficiência, até porque é isso que Zack Snyder faz de melhor, a partir do momento que o filme pega o ritmo através dessas cenas épicas de ação, os personagens começam trazer maiores efeitos dramáticos, porque a gente começa se envolver e torcer por eles. A cena entre Clark Kent e sua mãe conversando no final é uma delas, e o que dizer da sequência final do filme? É mágica, e deixa toda uma vontade para ver uma sequência, o que não aconteceu em “Superman: O Retorno”. Outra coisa que poderia funcionar melhor, é se o filme fosse menos longo, não que eu tenha achado cansativo, mas é notável que algumas cenas poderiam facilmente serem encurtadas ou descartadas, até porque tem ação acima do limite. Mas o filme tem um ótimo elenco, Henry Cavill, a melhor escolha para o papel de Clark Kent. Amy Adams que faz uma Lois Lane como nenhuma outra já fez. Russel Crowe, o melhor Jor-El que já vi. Kevin Costner e Diane Lane nos papéis de Jonathan Kent e Martha Kent, ótimos também. E Michael Shannon que deu a vida ao terrível (no bom sentido) vilão General Zod. E Antje Traue que faz a Faora, que não ficava pra trás também. “O Homem de Aço” não supera “O Cavaleiro das Trevas”, que até então é o melhor filme de super herói feito pro cinema, mas consegue ser infinitamente melhor que “Superman: O Retorno” e ser totalmente diferente dos clássicos, e já deixa a gente com muita vontade de ver a sequência, que promete ter o Batman ao lado do Homem de Aço.