SÉRIES QUE AMO, AMEI E ALGUMAS QUE ME DECEPCIONEI

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Séries que amo e pretendo acompanhar até o final: Mad Men, Breaking Bad, Homeland, American Horror Story e Bates Motel.

Séries que amei do começo ao fim: Nip/Tuck (apesar de suas falhas), Damages, Six Feet Under, The O.C., Sex and the City, United States of Tara e Buffy – A Caça Vampiros.

Séries que amava e pretendia acompanhar até o fim, mas perdi o interesse porque ficou ruim: Lost, Grey’s Anatomy, True Blood e Smallville

Séries que gostava e simplesmente perdi o interesse (algumas por razões até desconhecidas, outras bem conhecidas): The Good Wife, The Big C, Dexter, House, The Walking Dead, Glee, Secret Diary of a Call Girl, One Tree Hill,  Supernatural, Heroes, Gossip Girl e Roswell.

Séries que parei, mas pretendo continuar (um dia, quem sabe): 24 Horas, Weeds, Will e Grace, The Office, Pushing Daisies, In Treatment e Angel.

Séries que vi o começo e não terminei (quem sabe um dia eu termine alguma dessas): Alias, Californication, Entourage e Prison Break.

Meu tipo de série preferida é aquela que não tem o ritmo novelão como Grey’s Anatomy ou até mesmo The Good Wife, eu gosto de séries de TV paga, com no máximo 13 episódios, como Damages, Breaking Bad, Mad Men, essas tem um espaço especial no meu coração.

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UM FILME BRILHANTE, INTENSO

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“O Lugar Onde Tudo Termina” é o filme do ano. Eu estava esperando ansiosamente desde que ouvi falar sobre esse novo filme de Darek Cianfrance que antes já havia me surpreendido com “Namorados Para Sempre”, e trazendo mais uma vez Ryan Gosling para o elenco, já era de se esperar algo grandioso. “O Lugar Onde Tudo Termina”, não acerta só no roteiro, direção e elenco, mas também na fotografia, trilha sonora e na forma que foi desenvolvido, você percebe o tamanho cuidado na produção. Bradley Cooper também faz parte do filme e aqui ele mostra o seu melhor. Tem a pequena participação de Rose Byrne (a Ellen Parsons de Damages) e nem mesmo seu pequeno papel conseguiu redimir o talento da atriz, talvez por ela fazer parte de um filme excelente e não de qualquer outro filme como os atores de séries costumam participar. E é impossível não falar de Ryan Gosling, que foi a escolha certa para o papel, seus cabelos loiros, a jaqueta vermelha, e sua última cena, a presença marcante no filme, o condutor de toda a história. Um drama verdadeiro é aquele que te deixa com nó na garganta, com vontade de chorar e com o coração apertado e esse me fez sentir tudo isso, mas não foi a primeira vez que Derek Cianfrance foi capaz de me trazer tudo isso em um filme, como eu já havia falado no começo do texto, ele mais uma vez me surpreende e merece todo o meu respeito, já estou aguardando seus próximos filmes.

NORMAN BATES TEM POTENCIAL

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“Bates Motel” tem potencial e muito, mas é preciso que eles mantenham o mesmo entusiasmo mostrado no piloto. Eu particularmente acho que essa é uma tarefa difíci, primeiro que contar toda a juventude de Norman Bates já não me parece nada fácil, até porque é uma fase importante da vida do psicopata mais famoso do cinema. É nesses dias que a sua psicopatia começa ser moldada, até porque nesse piloto tudo começa ficar bem claro, a criação de Norman Bates, as situações que ele passa com sua mãe que é violentada na sua frente dentro de casa, entre outros acontecimentos que perturbam a mente do garoto. O ator escolhido Freddie Highmore foi uma perfeita escolha para o papel de Norman Bates, ele lembra muito Anthony Perkins. A série é baseado no livro “Psycho” e nos acontecimentos do filme de Alfred Hitchcock. O piloto conseguiu criar um clima de suspense bastante eficiente, principalmente pra quem já conhece a história do clássico do cinema, até porque estamos curiosos pra saber tudo o que acontece antes de Norman matar sua própria mãe e se tornar o grande psicopata que já conhecemos. Essa é uma das melhores estréias da temporada e vale a pena ser vista.

MAD MEN 2ª TEMPORADA

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A segunda temporada de Mad Men é inferior a primeira, porém não deixa de ser a série genial que foi apresentada antes. A diferença é que nesse ano a série é marcada por duas fases, a do inicio que não apresenta quase nada de interessante e nem mesmo diálogos tão marcantes quanto do inicio da primeira, mas na segunda parte traz um momento mais inspirado, quando os personagens se encontram em situações que exigem isso, quando Betty Draper (January Jones) descobre que é traída por Don (Jon Hamm). Apartir desse momento, a atriz que antes já tinha um bom papel em mãos, se torna ainda mais interessante, já que ganha maior dramaticidade na série. Alguns personagens perdem um pouco do seu brilho, é por essas e outras que essa segunda temporada não conseguiu ser superior a primeira, e já era de se esperar (lembrando que a primeira é uma das melhores primeiras temporadas que já assisti). Nem mesmo o final de temporada conseguiu ser grandioso, tendo um desfecho fácil de se esquecer. O ponto favorável fica com as cenas de sexo, já que esse ano, a série conseguiu ser mais ousada e mais segura. Agora é torcer pra que a terceira seja tão brilhante quanto a primeira, já que a segunda ficou um pouco abaixo da média.

HITCHCOCK

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Hoje assisti a cinebiográfia “Hitchcock”, o filme conta desde a idéia de Hitchcock para produzir o filme “Psicose” nos anos 60, até o desenvolvimento de criação, e a luta para lançar o filme que era tão subestimado naquela época, exatamente por ser diferente de tudo que ele já havia feito antes, as pessoas desacreditavam que seria um sucesso. O filme também expõe a vida pessoal do gênio do cinema, onde vive uma crise no casamento com sua mulher. Isso também cria certa fúria no diretor que acaba o ajudando na direção do filme “Psicose”, especialmente na cena do chuveiro, onde ele coloca toda sua raiva dirigindo a atriz que acaba dando um ótimo resultado pro longa. O filme conta com grandes nomes como Helen Mirren, que foi indicada a vários prêmios, mas esquecida no Oscar. Tem também Toni Collette e a sempre linda Scarlett Johansson (aqui fazendo o papel da mocinha de “Psicose”). Além do elenco bem selecionado, escolheram um ator muito semelhante a Anthony Perkins para o papel do psicopata mais famoso do cinema. Fazer uma cinebiográfia nunca foi fácil, ainda mais quando se trata de alguém como Alfred Hitchcock, mas acho que o filme desenvolveu bem – numa forma reduzida, a fase em que o diretor produzia “Psicose”. É por esses acertos que “Hitchcock”, é um filme que por mais possa ser esquecido por aqueles que não admiram o clássico do terror dos anos 60, merece ser visto. Se você é como eu que gosta muito de “Psicose” e Alfred Hitchcock, certamente vai se deliciar vendo esse filme.

Argo

ARGO (2012)

“Argo” foi o grande vencedor do Oscar 2013. Se Ben Affleck ficou fora da indicação de Melhor Diretor (o que parecia não fazer sentido), foi quando anunciaram que “Argo” foi o grande vencedor da noite (levando a estatueta de Melhor Filme), que as coisas ficaram mais justificáveis, afinal quem vai se queixar depois dessa grande premiação mais que merecida? Eu sou do tempo em que Ben Affleck fazia comédias e me lembro das piores, então fui mais que surpreendido com esse terceiro filme dele como diretor, já que eu não assisti aos outros dois. “Argo” é um filme baseado numa história real, o desempenho de Affleck como diretor é notável, além do elenco muito bem escolhido (Bryan Cranston, Zeljko Ivanek e Tate Donovan, todos grandes atores de séries que gosto muito, Breaking Bad e Damages) tudo no filme funciona no ponto certo, desde a tensão criada até mesmo os momentos de descontração responsável pelo ótimo John Goodman (da quarta temporada de Damages). Além do roteiro em questão que já é um atrativo para esse longa, mais o elenco e a direção mais que caprichada de Affleck. “Argo” entra pra história do Oscar e já é um dos meus filmes favoritos também.

COMO EU NÃO ASSISTI MAD MEN ANTES?

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A principio Mad Men parece apenas uma série sofisticada e bem escrita. Mas com o tempo você se da conta que não é só isso, como também também bem dirigida, com um ótimo elenco e grandes personagens. O que parece ser apenas uma série sobre publicitários nos anos 60, se torna uma série sobre personagens ricos, com histórias envolventes e com sentimentos dos quais vai ser impossível você não senti-los também. Jon Hamm vive Don Draper, um dos personagens mais interessantes da história da televisão, ele é um publicitário bem sucedido mas que tem uma vida bastante penosa onde esconde um passado do qual não tem orgulho, além dos seus dramas pessoais. Outra figura interessante é Peggy vivida pela Elisabeth Moss, mas é o rosto de January Jones que me mantém congelado quando esta em cena, ela vive a Betty Draper, a mulher de Donald Draper e na maior parte do tempo passa uma imagem de uma mulher não só linda, mas docil. Mas em certos momentos da temporada nós somos surpreendido com a personagem, que também tem seus momentos de fúria, desejos e tristezas, acho que a personagem ainda tem muito pra acrescentar na série e estou torcendo para que isso aconteça. Christina Hendricks também é uma presença vitalizante pra série, com seus cabelos ruivos e seu jeito sexy e provocante. Já o personagem de Vincent Kartheiser é uma adição importante, principalmente para as cenas com Jon Hamm, mesmo assim é o personagem que mais desgosto, ele é imaturo e a cara do ator não ajuda muito, o que me faz ter mais birra com o personagem. Mad Men é uma obra prima, mata a saudade que Six Feet Under me faz, ainda sim é uma pena que eu não possa sair indicando para todos, a série tem um ritmo lento mas um roteiro primoroso com direito a cenas impecáveis, mas pra ter direito a todo esse luxo que a série proporciona é preciso gostar de história bem feita e não apenas de uma série recheada de reviravoltas e sem um desenvolvimento melhor de seus personagens e que acabam se perdendo tão rápido e certamente não é esse o caso de Mad Men já que ganhou por 4 anos seguidos o Emmy de Melhor Série Drama. Agora eu entendo e sei que foi mais que merecido esses prêmios.